gosto de ler
aaa
Nosso Portal | Quem Somos | O Sistema | Biblioteca | Cadastro | Contato | Login
Animais & Cia
Atualidades
Ciências e Tecnologia
Cidades
Coluna Social
Crônicas e Poesias
Empresarial
Entretenimento
Esportes
História e Literatura
Humor
Informática
Internacional
Jovens
Justiça & Direito
Meio Ambiente
Pais e Filhos
Política
Religião Cristã
Religião Outras
Sexo
Terceira Idade
Turismo
Vida e Saúde
X Diversos

 
Você está em Atualidades

Nylton Batista

[ Nylton Batista ]
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

ver curriculo completo

fonte

Crises: moral e financeira

A exemplo da natureza que, de vez em quando, se revolta e produz chacoalhadas do tipo tsunami e outros fenômenos mais ou menos da mesma intensidade devastadora, um tornado passa pelo mundo financeiro, em escala global, levando pânico e insegurança aos mercados representados pelas bolsa de valores. Mesmo sem entender com profundidade os segredos da economia, bem como seus desvios por tretas e mutretas ditadas pela ganância e poder que o dinheiro alimenta, o cidadão mediano percebe que, por trás de tudo, está a irresponsabilidade de pessoas e instituições às quais estavam confiados mecanismos de gestão de negócios em larga escala.

Traduzindo para o pequeno mundo, a crise é conseqüência de gigantesca expectativa de lucro, tendo como foco o mercado imobiliário e adquirentes que, desejando que a lua fosse queijo, assumiram compromissos sem ter capacidade para honrá-los. Em busca da prosperidade e em detrimento do trabalho, abusou-se da liberalidade nos negócios. O resultado é que todo o mundo está a dançar; quem está dentro e quem está fora do baile! Todos estão sendo intimados a pagar a conta. Socializam-se então os prejuízos, para o bem geral da pilantragem!

O estrago é tão grande que os líderes mundiais acenam com profundas reformas no sistema financeiro internacional, a começar pela aceitação da intervenção do estado - heresia capitalista - no mercado! Segundo analistas e outros ditos entendidos do mercado financeiro, a crise é o fim de uma era e início de outra nos domínios do poder econômico.

Decidido desde já pela mudança de regras na área financeira internacional, outro olhar deveria também se voltar para a formação do cidadão, considerando que melhor andam negócios quando ética há da parte de quem os conduz, ainda que regras rígidas não existam a tolher os movimentos do indivíduo.

Queiram ou não, o homem (espécie) é anjo e demônio a um só tempo, prevalecendo uma ou outra face, de acordo com influências recebidas em seu ambiente. O “laissez-faire” (deixe fazer), sem repressões, adotado na educação e formação do indivíduo, não poderia dar resultado diferente do que a sociedade vem obtendo, à medida que esse mesmo indivíduo interage dentro da coletividade sem qualquer censor interno em relação aos seus atos. Se não há preparo prévio, é muito mais fácil ser individualista, voltando-se contra todas as regras, do que ser sociável, ou seja, viver em consenso com a coletividade. Daí para o banditismo declarado ou o enrustido (do colarinho branco), dependendo da posição na pirâmide social, é um passo.

No momento em que pais renunciaram à autoridade sobre os filhos e foi tirada a do professor sobre os alunos, iniciou-se o processo da inversão de valores, a escalada da delinqüência infanto-juvenil e da violência generalizada. Há que se restabelecer o mínimo da autoridade familiar, perdida em meio à discussão de muitas tolices e estendê-la à escola, para que esta cumpra sua função de burilar futuros cidadãos. Pais alheios ao que fazem os filhos, cada vez mais ausentes no processo de sua formação e, na maioria das vezes, reféns de suas vontades, são seus parceiros por antecipação na criminalidade, na qual poderão ingressar. Professores desrespeitados e agredidos, colegas assediados, seduzidos ou aliciados para o delito mediante ameaças, escolas destruídas e tornadas em espécie de casa de terror são prenúncios de uma sociedade desumana em gestação.

Para tudo há limites e mesmo na natureza, há resposta ou preço para quem a contraria, não importando a condição desta, por mais cruel isso possa parecer. Se a criança estende a mão sobre a chama da vela, a queimadura é a resposta ao seu gesto. Na mesma proporção, independentemente da idade, quem contraria regras estabelecidas não pode estar imune a corretivos.

Melhor as lágrimas na infância, em decorrência de palmadas como corretivo do que, mais tarde, o sangue derramado na rua como resultante do desvio de conduta.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------


:: Profissão perigo ( Atualidades - Sandro Miranda )

:: Começar tudo de novo ( Atualidades - Paulo Hijo )

:: Inovações organizacionais ( Atualidades - Andréa Pereira )

:: Poemas inspirados numa nova concepção ( Atualidades - Marco Chagas )

:: Qual é a marca do seu Danone? ( Atualidades - David Pereira )

:: Festas de Final de Ano ( Atualidades - Aldeci Costa )

:: Omissão, parceira da impunidade ( Atualidades - Nylton Batista )

:: Cão salva seu amigo cão ( Atualidades - Alexandre Lins )

:: Rio de Janeiro condenado ( Atualidades - André Soares )

:: Minha identidade de brasileiro ( Atualidades - Valdeck de Jesus )

:: A medida que me esquece ( Atualidades - James Garden )

:: Amor (todo mundo já escreveu sobre ele) ( Atualidades - James Garden )

:: Nós merecemos realmente isso? ( Atualidades - Eden Soares )

:: Publique seu livro de graça na Bienal do Livro da Bahia ( Atualidades - Valdeck de Jesus )

:: Os Erros Colossais da Oi ( Atualidades - David Pereira )

:: Os princípios basilares da Administração Pública ( Atualidades - Marco Chagas )

:: O estado de barbáries está de volta ( Atualidades - Carlos Souza )

:: O Valor da Notícia ( Atualidades - Virgínia Origuela )

:: Um cigarro ou um carro? ( Atualidades - Luciano Machado )

:: A mentira versus a Verdade ( Atualidades - Alessandro Monroe )