O tempo passa e não espera ninguém. Isto não é nenhuma novidade, mas deixar que ele passe sendo um pai ou mãe ausente na vida dos filhos é coisa séria. Atenção nem sempre significa ficar 24 horas do dia contando histórias para eles ou fingindo que você está os ouvindo falar. Às vezes, poucas horas com qualidade ao lado das crianças, olhando nos olhos delas, tocando nas mãos para que sintam que estão realmente presentes, significam muito mais do que os ponteiros de um relógio podem registrar.
Ensinar ao outro algo novo é um desafio muito gratificante e, cada semente de aprendizado que lançar no solo fértil de um aprendiz, colherá com ele muitos frutos saudáveis e promissores. Filhos fortes e confiantes são sinônimos de pais ativos e presentes.
Ter atitude para ver o novo mesmo no que já parece velho e ultrapassado faz do aprendizado um momento mágico e encantador. Mostrar a criança que ela, com a imaginação e criatividade, pode inventar, criar histórias e brincadeiras e brinquedos muito divertidos. Ser pai é saber observar, estar ao lado, caminhar de mãos dadas e soltá-las para ensinar a criança que ela pode andar sozinha e confiar em si mesma. Mas este trabalho é diário e constante, uma troca permanente de signos e significados que só trazem bons resultados.
Muitos pais e educadores tentam arrumar um culpado para tanta falta de tempo, mas quando um ser humano quer exercer sua humanidade nada é capaz de impedir que ele o faça. Portanto chega de criar culpados para tanta omissão, aja, faça, aconteça, mude primeiro o cenário do seu “mundo”, da sua casa e família para depois olhar para a janela e apontar os defeitos do vizinho. Educar é uma missão, uma tarefa quase divina de compartilhar conhecimentos e a sabedoria que acorda disposta, todas as manhãs, a estimular a alegria no coração de todo e qualquer aprendiz.