Certa feita um repórter perguntou-me se costumava orar por eles. Respondi-lhe: Naturalmente. Sentimos saudade daqueles que nos antecederam no caminho da grande Pátria Espiritual, o Mundo da Verdade. Lembremo-nos dos parentes e amigos com muito carinho (compreende-se a saudade; mas, não convém alimentar tristeza, porque isso perturba o Espírito da pessoa amada). Eles estão mais vivos do que nunca. Nada morre. Basta ver que o cadáver, que vestiu o Espírito, também se transforma em Vida. A morte é um boato. O saudoso jornalista, radialista, poeta e escritor Alziro Zarur (1914-1979) ensinava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”. Deus não é morte. É Vida. E Vida Eterna. O próprio Jesus revelou aos Seus discípulos que o Pai Celestial universalmente governa Seres Imortais. E arrematou: “Por não acreditardes nesta realidade, viveis equivocadamente”. Aqueles que amamos não morrem jamais, mesmo já se encontrando no Mundo Espiritual. Muitos permanecem ao nosso lado, ajudando-nos; outros podem estar precisando de nossas preces. Oremos por eles, para que quando chegue a nossa vez alguém ore por nós, e agradeçamos a Deus por ser Deus de vivos. Os mortos não morrem.
Pascal (1623-1662) já definira: “A imortalidade da Alma tem para o Homem tamanha importância, interessa-lhe tão profundamente, que é preciso ter perdido toda a sensibilidade para ser-se indiferente ao seu conhecimento".
O grande equívoco da Humanidade
O grande equívoco da Humanidade é viver como se após a morte nada houvesse. Revelam os Mentores Espirituais que um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível. É uma terrível falha das religiões na atualidade. Escreveu Laurinda V. de Mello, na psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), que "a morte do corpo, para quem não se preparou conscientemente, é sempre um golpe muito grande para o Espírito". Eis que o grande segredo da vida é, amando a vida, saber preparar-se para a morte, ou vida eterna. Por isso, com insistência, Alziro Zarur, saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, alertava que "o suicídio não resolve as angústias de ninguém".
Goethe (1749-1832) costumava dizer que "os que não acreditam em outra vida já estão mortos mesmo nesta". Ninguém morre. Torna-se apenas invisível aos nossos olhos materiais. Foi o que entendeu Fernando Pessoa (1888-1935) ao escrever em Cancioneiro: "A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto".
Tudo é Vida — Como dizia Zarur, “não há morte em nenhum ponto do Universo. Tudo é Vida, porque Deus é Vida”.
Não se mate — A Vida é eterna. Por isso praticar o suicídio é a extrema loucura, pois quem se mata vai descobrir-se, no Outro Lado, mais vivo do que nunca, a sofrer as terríveis conseqüências do seu ato de tremenda rebeldia contra a Sábia Lei Divina, que nos governa e governa o Universo. Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei que rege o Universo. Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos. Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós. A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio.
Todos continuamos vivos. (...)