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Alessandro Mendonça

[ Alessandro Mendonça ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista Nacional (DF) em 1997 e ordenado Pastor batista em 1998.

 

Os Micos de Mica

O livro de Juízes conta a saga de vários heróis. Líderes como Gideão, Sansão e Débora. Mas os capítulos 17 e 18 contam uma história nada inspiradora. Seus personagens: um filho que rouba da própria mãe; uma mãe idólatra e leniente e um sacerdote fajuto e mercenário. Personagens que são antítese daqueles que Deus levantava como juízes para livrar Israel. Mesmo assim, há muito que aprender (a não fazer) com eles. Suas histórias mostram como nos prevenirmos de alguns perigos bastante comuns.
 
Mica roubava da própria mãe. Um dia ele a ouve rogando pragas sobre o ladrão que lhe havia surrupiado treze quilos de prata (1.100 siclos na medida da época). Mica, o filho-ladrão-amaldiçoado, fica com medo e confessa à mãe que a prata estava com ele (Jz 17:1).
 
1º. PERIGO: Tentar recompensar a Deus por uma benção recebida- A mãe o perdoa de imediato. Agradece à Deus e até abençoa o filho ladrão arrependido: “Bendito do Senhor seja meu filho” (v.2). Mica, então, devolve para a mãe, mas esta não aceita e resolve consagrar toda aquela prata à Deus. Só que escolhe um jeito estranho de fazer isso: “Dedico solenemente esse dinheiro ao Senhor, para fazer uma imagem esculpida...” (v.3). Sua alegria foi genuína, mas as conseqüências, desastrosas. Ela devolve todo o dinheiro a Mica
Incumbindo-o de fazer uma imagem. Depois arrepende-se, pega a prata de volta e separa apenas 200 das 1.100 moedas de prata e dá a um ourives que faz uma imagem (v.4). Às vezes, na alegria de uma vitória recente, caímos no erro de tentar recompensar a Deus. Consagramos o carro, a casa, o primeiro salário de um emprego que almejávamos. Depois da precipitação, queremos desconsagrar tudo ou uma parte. Pedimos perdão e esperamos que Deus entenda que agimos na empolgação. Essa seqüência: benção – alegria – empolgação – precipitação – arrependimento é bastante comum: Herodes e Herodias, Uzá e a Arca da Aliança, Jefté e seu voto. Parafraseando o apóstolo Paulo que nos orienta a “irar e não pecar”, eu diria: “Alegrai-vos e não pequeis”.
 
2º. PERIGO: Acumular aquilo que era para compartilhar – A mãe de Mica recebera a benção de ver restituída uma grande quantia em dinheiro. E o que ela faz como forma de gratidão? Transforma o dinheiro em um ídolo. Detalhe: Mica era um colecionador deles. Tinha tantos que até havia feito um pequeno santuário-depósito (v.5). Dinheiro pode ser benção. Mas a prosperidade bíblica é a prosperidade da partilha, não do acúmulo. Quando o dinheiro vira ídolo, a conta bancária, o bolso e o cofrinho se transformam em templos de Mica.
 
3º. PERIGO: Inventar fórmulas que “assegurem” as bênçãos de Deus – As pessoas não se contentam com o invisível, intangível e imensurável. Confiar em Deus apenas parece ser arriscado demais. É preciso se garantir. Para uma mente religiosa calcada em ritos e fórmulas se uma fórmula funciona é preciso então se construir algo que perpetue a vitória. É o que Mica faz. Não satisfeito com uma capelinha particular ele resolve fazer um manto sacerdotal e “consagrar” o próprio filho como sacerdote particular (v.5). Assim é que, por vezes, tentamos prolongar a data de validade da benção de uma forma artificial. Tentamos repetir a fórmula ou o rito que deu certo uma vez, a exemplo dos sete filhos de Ceva que tentaram expulsar demônios à moda de Paulo, embora sem a fé de Paulo.
 
4º. PERIGO: Depositar a confiança naquilo que consideramos ser o canal da benção. Geralmente, ao invés de confiarmos na fonte da benção que é Deus, depositamos nossa segurança nos meios: a profeta, o pastor, a campanha, a Bíblia aberta, a unção, o sacrifício, o dízimo e toda sorte de mandingas evangélicas. Ocorre que, no caso de Mica, pouco tempo depois aparece um levita peregrinando por lá. E o levita descobre Mica e sua “igrejinha”. Mica pensou: “Perfeito!” E propôs um salário, casa, comida e roupa lavada para o jovem levita se tornar seu sacerdote particular (v.10). O filho de Mica, então ocupante do posto, tomou um pé atrás e perdeu a vaga assim como os músicos de nossas igrejas quando chega alguém com mais cacife. Mica passou de um ídolozinho para uma coleção, de uma coleção para um santuário e daí para um santuário com sacerdote; e então de um sacerdote “paraguaio” para um sacerdote-levita. Se nossa confiança, nossa fé e segurança estão depositadas nos meios e não no autor das bênçãos, nós sempre acabaremos por trocá-los por outros que se apresentem mais poderosos e confiáveis. Essa é a infidelidade anunciada do idólatra. Mica não sabia, mas o levita “não era assim uma Brastemp”. Levitas formavam uma classe de auxiliares do templo e dos sacerdotes. Necessariamente deviam pertencer a tribo de Levi. Não era o caso deste, que era da tribo de Judá (v.7). Mica acabou trocando seis por meia-dúzia. Seu filho, pelo menos, era um falsário assumido. Enquanto o levita peregrino era um picareta disfarçado. Resultado: tempos depois um grupo de soldados danitas passa por ali e encontra o levita de Mica e faz-lhe uma proposta irrecusável: “Que te parece melhor? Servir como sacerdote uma tribo inteira de Israel ou apenas a família de um só homem?” (v.19). O levita fajuto não pensou duas vezes. Juntou suas coisas e partiu para a tribo de Dã. Já Mica, ficou sem ídolos, sem manto e sem sacerdote. Dá até pra imaginar o filho/ex-sacerdote olhando para o pai e dizendo ou pensando: Bem feito!





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