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Alessandro Mendonça

[ Alessandro Mendonça ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista Nacional (DF) em 1997 e ordenado Pastor batista em 1998.

 

O Natal de Simeão

Texto: Lucas 2:25-32

Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei. Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos. Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.

Simeão foi um dos primeiros seres humanos a comemorar o Natal. Há muitos paralelos entre o Natal de Simeão e o que as pessoas em geral comemoram atualmente. Vejamos o que há e o que falta em nossos natais:

Há muita "esperança" – só não se sabe de quê – Todo mundo fala de esperança. Os artistas aparecem na TV falando sobre ela: a esperança. Note que quase ninguém diz exatamente o que espera. São afirmações vagas, sem convicção. "Esperança de um mundo melhor", dizem eles. Simeão também tinha sua esperança. Diz o texto: "... Simeão era justo e temente à Deus e esperava a consolação de Israel". A diferença é que a esperança de Simeão baseava-se na revelação que ele recebera (veja o verso 26). Pode ser muito frustrante esperar algo que não foi prometido, algo do qual não temos certeza. Mas Simeão sabia que sua espera seria concretizada. Antes de morrer seus olhos veriam o Redentor. Esperança baseada em promessa. Esperamos que nosso time vença, que nosso candidato seja eleito e que (quando eleito) governe bem. Esperamos um mundo melhor, um emprego melhor, paz, saúde e prosperidade. A maior parte dessas esperanças são apenas desejos pessoais. Melhor seria dizer: "desejo um mundo melhor", ou alguém prometeu que o mundo vai melhorar? Em que promessas descansam suas esperanças? O que você espera foi o político que prometeu? Foi técnico do seu time? Seu pai? Quer saber? Melhor evitar a frustração: faça como Simeão e espere só o que você tem certeza que acontecerá; só o que foi prometido por Deus. Diz o pastor Caio Fábio que a fé é "a esperança feita realidade no coração de quem crê". Não basta ter esperança, é preciso ter promessa.

Há muitas idas aos templos, mas poucos encontros com Jesus - Há uma musiquinha de natal, uma versão nacional de Jingle Bels, que diz: "Hoje a noite é bela / Juntos eu e ela / Vamos à capela / Felizes a cantar". E no Natal muita gente vai à igreja, à capela, ao templo. Simeão também foi ao templo de Jerusalém, mas não porque era Natal, não porque haveria uma cantata especial. Não haveria pernil de porco ou peru. Haveria cordeiro. O Cordeiro de Deus estaria lá! E Simeão foi porque foi movido pelo Espírito Santo para encontrar-se com o recém-nascido de oito dias que (de acordo com o costume da Lei Mosaica) seria circuncidado. Não basta ir às igrejas, é preciso encontrar Jesus lá.

Há muito louvor, mas pouca intimidade – Todo mundo canta no Natal. As cantatas enchem as igrejas. Os cantores gravam discos especiais com músicas natalinas. Os pagodeiros, os sertanejos, os cantores populares deixam suas canções sobre cerveja e mulherada e passam a entoar músicas que louvam o Menino Jesus. Muita música, muito "louvor". Simeão também louvou à Deus. Inclusive ficou tão feliz que compôs uma canção na hora. Pegou Jesus no colo, olhou pra cima e cantou sua esperança realizada ali naquele momento: "Despede em paz a teu servo, pois os meus olhos já viram tua salvação." Há muita música de natal, mas pouca gente, poucos dos que cantam, tomam Jesus nos braços. Poucos louvam com intimidade, poucos têm contato. Muito poucos. Simeão louvou à Deus com Jesus no colo. Viu o que pouca gente viu. Creu que aquela criatura inofensiva, frágil e totalmente dependente era o Libertador de Israel. E isso foi suficiente para ele. Ele, que havia vivido para ver o Cristo, podia morrer em paz agora. Não basta louvar, é preciso ter intimidade.

Há muitas luzes, mas pouca Iluminação – Não faltam luzes no Natal. Nas casas, nas ruas, nas praças, nas repartições públicas e nos fogos de artifício. Mas quase não há luzes espirituais, quase não há iluminação, revelação, clareza. Simeão, em sua música de natal, canta que Jesus era "luz para iluminar as nações". Havia muita revelação no Natal de Simeão: ele recebera a revelação de que veria a Cristo, fora iluminado pelo Espírito para ir ao templo e, por fim, ele mesmo traz uma revelação, uma iluminação profética quando expõe o ministério de Cristo (leia o verso 34 e 35). O ministério de Jesus teria um aspecto revelacional tremendo: "para que se manifestem os pensamentos de muitos corações" (vs. 35). Ou seja, o ministério de Cristo traria à tona, traria à luz os pensamentos de muitos corações. Havia mesmo muita luz no Natal de Simeão. Os pisca-piscas e os fogos de artifício pouco iluminam. Apenas enfeitam e, no máximo, representam a verdadeira Luz do Natal. Por isso não basta que haja luzes, é preciso iluminação que dissipe as Trevas.

Feliz Natal com Jesus (mas não o do presépio), com muita esperança (mas sabendo e crendo no que se espera), muitas idas à capela (e encontros com o Menino Salvador), muitos leitões assados (mas um Cordeiro ressuscitado), muito louvor juntinho de Jesus e muita Luz (mas não de enfeite).





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