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Invasão de privacidade à olho nú!
De modo inigualável, a tecnologia insiste em surpreender a todos com o seu jeito maroto de transcender a imaginação, ao ponto de tornar real o que pela maioria é ignorado como parte de revista de quadrinhos; A visão de Raio-X do Super-Homem. O tema de invasão de privacidade já é mais que batido, a partir do ponto que a todo o momento sem intenção invadimos a privacidade de alguém. Mas o que é privacidade? Túlio Vianna, professor de Direito da PUC Minas, divide o direito à privacidade em 3 outros direitos que, em conjunto, caracterizam a privacidade: Direito de não ser monitorado, entendido como direito de não ser visto, ouvido, etc. Direito de não ser registrado, entendido como direito de não ter imagens gravadas, conversas gravadas, etc. Direito de não ser reconhecido, entendido como direito de não ter imagens e conversas anteriormente gravadas publicadas na Internet em outros meios de comunicação.
Como você pode ver aqui, um projeto da União Européia (UE) propõe um sistema de segurança em aeroportos que dá acesso à imagens nítidas das pessoas sem suas vestes. Em contrapartida, a Alemanha investe em testes buscando a possibilidade do uso deste sistema na tentativa de reconhecer explosivos e ítens que possam trazer perigo sem que seja necessário delinear tão claramente o corpo das pessoas. Nos Estados Unidos, por ter havido críticas, a imagem é embaçada limitando os detalhes do corpo das pessoas. Porém, um especialista declarou que esta alteração da imagem pela máquina é ineficiente e que a imagem real é invasão de privacidade. "Quanto mais adulterada fica a imagem, o contrabando, as armas ou explosivos também ficam adulterados", diz Barry Steinhardt, diretor do projeto Tecnologia e Liberdade.
Se você acha que essas tecnologias são utilizadas apenas na tentativa de preservar a segurança e o bem estar da população, está deveras enganado. No Japão existem celulares com a opção de ativar a visualização através das vestes como você pode ver aqui. Até sites comercializando fotos obtidas pelo método já existem. Onde isso vai parar? Claro, em algum comerciante vendendo para o público aberto. O que virá a seguir? |