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Elementos da Paisagem do Parque das Dunas de Natal/RN
A paisagem do Parque das Dunas é formada, por elementos bióticos, físicos e antrópicos. Entre os elementos bióticos que compõem a paisagem as formações vegetais mais significantes ocorrentes na área são: Mata Atlântica, esta formação corresponde a uma maior área do Parque. É uma floresta sempre verde, onde o elemento dominante são árvores distribuídas em um ou dois estratos, dos quais o superior pode atingir uma altura de 20 metros; formações das praias e do sopé das dunas, formada por vegetação herbácia, geralmente rasteiras, com riqueza de espécies potencialmente fixadoras de areia: Tabuleiro litorâneo, localizado próximo das encostas oeste das dunas. Do ponto de vista florístico, ocorre na área espécies características de outras formações, como, restingas e caatinga. Cabe frisarmos, que a vegetação fixadora das dunas impede que as areias se movam pela ação do vento, soterrando áreas urbanizadas , contribuindo também, para amenizar o clima da região, tornando-o mais agradável. Na área do Parque das Dunas, os vegetais de maior predominância são: das leguminosas, mirtáceas, euforbiácias, convolvuláceas e rubiáceas. Entre as espécies de árvore mais importância econômico-ecológica, destacam-se o pau-brasil, sucupira, pau-d&39; arco, peroba, maçaranduba, ubaia, mangaba, jatobá, pau-sangue,sapucai e pau-mulato. Outro componente biótico, presente no Parque das Dunas são as mais de 102 espécies de aves, entre eles, destaca-se: beija-flores (troquelídeos), rolinhas, jurutis (columbígeas), gaviões-peneira e gaviões pedestre (falconiformes), corujas (estrigiformes), sabiá-da-praia (emberizídeos); já em relação aos mamiferos, destacam-se: os gambás, (didelfídeo), sagüis (calitriquídeos), raposas (carnívoros), morcegos (quirópteros). Uma das principais espécies encontradas somente, nessa área, é o largato-de-folhiço ou Freire (Coleodactyusls natalensis). Existe ainda, uma grande variedade de insetos (Abelha-Européia, Abelha-Africana), vertebrados, aranhas (Prateada, Viuva-negra), escorpião (Escorpião pequeno de solo), répteis, crustáceos (Maria-farinha), entre outros. As dunas caracterizam-se por ser um elemento físico, no qual, passa a ter enorme relevância como aqüiféro. As dunas com cobertura vegetal, são responsáveis pela manutenção dos níveis hídricos das lagoas. Nesse sentido, o Plano de Manejo do Parque, as classificam em: Formação Riachuelo Morno (Grupo Barreiras) constitui a base da seqüência sedimentar entre as praias de Ponta Negra e Mãe Luiza: Dépositos Fluviais; Depósitos Eólicos; Recifes Rochosos. Outro componente físico é o clima, as chuvas são ocasionadas na região, devido ao avanço da massa equatorial atlântica, sobretudo no outono, com prolongamento no inverno. Além, das chuvas, existem diferentes elementos climáticos como, os ventos, a insolação e a umidade relativa. Os ventos predominantes, condicionados a massa equatorial atlântica, são os de sudeste (direção SE-NW). Já a insolação média, segundo informações da SUDENE, é de 2.954 horas. Quanto á umidade relativa do ar, se mantém, em torno de 80%. Logo, os componentes antrópicos do Parque das Dunas foram caracterizados por toda a infra-estrutura presente na área do Bosque dos Namorados (área de uso público); banheiros, restaurante, lanchonete, centro de visitantes, biblioteca, centro de pesquisa, parque infantil, oficina de educação ambiental e placas de sinalização, sendo representado também pela estrutura física composta de bancos de madeira e placas de sinalização, implantadas nas trilhas, Perobinha, Peroba e Ubaia-Doce. Percebemos, que são inúmeras as alterações constatadas no ecossistema das dunas, em função da intervenção humana, as quais têm permanecido até os dias atuais. Todavia, com a criação desse Parque , o ambiente natural poderá ser conservado, permitindo a recuperação de seu potencial biótico. Pois sabemos, que o mesmo, é de extrema importância porque representa um ecossistema com atributos diferenciado, e relacionado ás condições ecológicas existentes. Nesse caso, notamos que ainda existe pontos da mata que se apresenta em bom estado de conservação, o que pode servir como um atrativo para pesquisadores ou estudiosos de áreas afins. Verificamos que os elementos da paisagem do Parque das Dunas mencionados acima, são formados pela interação dos elementos bióticos, físicos e antrópicos, nos quais, promove uma diversificada composição de paisagens, que em determinado ponto, se apresenta como cenários de grande beleza e valor cênico. Dentre essas paisagens, destacam-se: A Paisagem das Praias, composta pela presença do mar, das dunas desnudas e revestimento vegetal de herbáceas de pequeno porte, além de massas arbustivos-arbóreas; Paisagem do Tabuleiro Litorâneo, apresenta uma paisagem aberta, sob um relevo de topografia plana e com cobertura vegetal comportando o estratos herbáceo continuo, formada por gramíneas, milhã de tabuleiro, capim barba de bode, e capim de flexa; e o estrato herbáceo descontinuo, representado por arbustos de porte e árvores esgalhadas; Paisagem da Mata Atlântica é uma paisagem fechada, de massa vegetal densa, com predomínio de estrato arbóreo, de elevado grau de cobertura, pois as copas das árvores se aproximam de madeira continua, formando um teto natural. De acordo com o que fois descriminado sobre as paisagens podemos considerar o aspecto histórico-cultural como sendo um fator a ser explorado pelo "Ecoturismo" do Parque. Em suma, observamos que os elementos apropriados á prática do Ecoturismo são os fatores: bióticos, físicos, antrópicos e a localização geográfica, além desses, também, consideramos as culturas passadas e presentes como atrativos que serve para atrair o visitante; deste modo, esses atrativos, devem fazer parte do contexto do "Ecoturismo" do Parque das Dunas; tendo o guia a responsabilidade de transmitir os temas nas trilhas. BIBLIOGRAFIA: ROCHA, Lorena Kallyni Silva. A Percepção dos Turistas em relação a paisagem do Parque das Dunas através do "Ecoturismo". 2008. 108f. Tese (Monografia em Turismo), Núcleo de Turismo e Hotelaria - Faculdade Câmara Cascudo - FCC, Natal. |