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Crise na Comunicação
No final de 2008, a crise financeira que foi desencadeada nos Estados Unidos, por causa dos rombos hipotecários e déficits bancários, modificou a maneira de empresas e pessoas em todo o mundo, no setor de comunicação não poderia ser diferente. Os setores industriais, automobilísticos, transporte, exportações, comunicação passaram e passam por modificações, e grandes prejuízos. O surto de demissões coletivas, férias coletivas, corte e contensões de gastos, foram algumas das iniciativas tomadas por empresas. No setor de comunicação demitiram jornalistas, cortaram gastos na impressão de exemplares, diminuíram algumas redações jornalísticas. As últimas notícias são que, no Diário de São Paulo foram reduzidos os números de páginas do jornal; o Diário do Comércio e Indústria (DCI), de São Paulo demitiu 12 jornalistas; o Estadão um dos jornais mais tradicionais do Brasil teve que adiar projetos em 2009; no Jornal A Gazeta do Espírito Santo foram demitidos alguns jornalistas, fotógrafos, etc.; no Jornal do Brasil foram demitidos 26 da redação. Esse é o reflexo da crise no Brasil dentro do setor de comunicação, que ainda não tem perspectiva no ano de 2009, já que o IVC (Instituto Verificador de Circulação) teve aumento de 5% em 2008, e a estimativa para este ano seja de 30% ainda não definidos. A incerteza impera no ar, para empresas que mantém assessorias de imprensa o plano é agir com cautela, renegociar contratos, manter clientes e dialogar. Para que o quadro de funcionários seja mantido, mas em meio ao futuro incerto os primeiros cortes são feitos no setor de comunicação. Parecem perspectivas alarmistas, mas a crise pede atenção diante dos fatos que mostram a queda de grandes empresas, por falta de capital de giro que brecam investimentos. Diante da situação algumas tentativas são feitas para evitar gastos, como a instalação com baixo custo de sistema de informação, a exemplo o som, texto, vídeo com renda limitada. Além disso, a hiper-especialização quanto ao tema e público, reduz gastos e ainda garante que espectador seja informado, sem perdas no conteúdo. Outra alternativa, é a transposição de jornais impressos para mídias eletrônicas, como sites jornalísticos que reduz mão de obra, traz agilidade na informação e a instantaneidade e interatividade são empregadas. Espero que a situação crise seja superada o quanto antes, para que garanta a empresa (veículo de comunicação) lucro, além de demonstrar ao espectador que a informação é um importante canal de difusão dos ideais do veículo, ou seja, é a fidelização com o público. |