São Paulo foi pioneiro no Brasil, com medidas duras no combate ao cigarro. Agora só é possivel fumar em locais públicos a céu aberto ou em casa. Em todos os demais locais o fumo esta proibido. Ao que parece, a Bahia também segue a mesma trilha e esta próxima de aprovar uma lei igual a paulista.
O combate aos males provocados pelo tabagismo vem crescendo bastante no Brasil. Tempos atrás, ficou proibida a propaganda e cigarros, o que inclusive afetou o esporte e a cultura brasileira. Sem a propaganda de cigarros, o Grande Prêmio de F1, ficou ameaçado por um tempo, mas permaneceu no calendário com um outro patrocinador.
A cultura perdeu festivais como o Holliwood Rock e o famoso Free Jazz Festival, que permanece hoje como Tim Festival, mas sem o mesmo sucesso de seu antigo nome. As ações para diminuir o consumo de tabaco, desperta grandes polêmicas.
Uma recente pesquisa de uma universidade britânica, mostrou que o tabaco, esta entre as 10 drogas mais perigosas do mundo, ao lado do álcool, da cocaína, da heroína, o ópio, a anfetamina, entre outros. Segundo a pesquisa a maconha não figura na lista.
A mesma pesquisa aponta o tabaco como a nona droga mais perigosa do mundo, enquanto o álcool é o 5º. Por isso, é preciso sim apertar o cerco ao consumo desta droga, ainda que ela seja legalizada.
Outro problema, referente ao combate ao tabaco, é o fato de a legislação, proibir a propaganda e o consumo na maioria dos lugares, mas ainda assim, a compra desta substância é permitida. Com isso, estas medidas não terão tanto efeito quanto o esperado.
A livre comercialização do cigarro acontece por que este é um produto altamente tarifado pelo governo e por isso, sua venda continua sendo rentável tanto para as fabricantes quanto para o poder público.
Alguns defensores do comércio de cigarro alegam que caso sua venda seja proibida, acontecerá tráfico de cigarros, assim como já acontecem com as drogas ilícitas e por isso é melhor deixar o comércio legalizado.
A contradição deste argumento esta no fato de o mesmo não ser utlizado para justificar a legalização da maconha, pois uma vez que sua comercialização seja legalizada, acabará o tráfico e a violência diminuirá.