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Alessandro Mendonça

[ Alessandro Mendonça ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista Nacional (DF) em 1997 e ordenado Pastor batista em 1998.

 

Ah, se vocês soubessem o que significa misericórdia

"Se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenarieis os inocentes" - Jesus (Mateus 12:7) 

O capítulo doze do Evangelho de Mateus registra três conflitos entre Jesus e os fariseus. No primeiro, Jesus é questionado por permitir que os discípulos colhessem espigas de milho num sábado para comer. No segundo, por curar um homem num sábado e, por último, Jesus é acusado de expulsar demônios em nome de Belzebu, o Príncipe dos Demônios.

As atitudes de Jesus e dos Fariseus revelam duas concepções antagônicas sobre como agradar a Deus. A chave para a compreensão desse texto está no versículo acima (no qual Jesus faz uma citação ao profeta Oséias). Um texto quer era bem conhecido dos fariseus, muito embora negado em sua eficácia prática.

O texto fala do que Deus quer (misericórdia) e do que não quer (sacrifício). Misericórdia é o amor revestido de preocupação para com as necessidades do próximo. É compadecer-se e agir em prol das aflições, privações e legítimas necessidades de alguém. Já o sacrifício, no texto, faz referência a todo o sistema ritualístico ao qual os fariseus estavam habituados (embora já tivessem perdido o real sentido do mesmo).

Façamos uma comparação entre os dois modos de agir: de Jesus e dos fariseus.
A via dos fariseus é a via da religiosidade, ou seja, do esforço humano em agradar a Deus por meio de ritos, tradições e observâncias dogmáticas.

O caminho da religiosidade:

- passa invariavelmente pela perseguição ao pecador ou (muitas vezes) ao inocente que é tido por pecador de acordo com os preceitos daquele que o persegue.

- gera uma distorção do conceito de pecado. O religioso passa a enxergar pecado além daquilo que constitui ofensa à Deus e sim aquilo ofende sua própria crença. Veja de quê Jesus é acusado: permitir que famintos colhessem milho num sábado, curar um homem num sábado, expulsar demônios e ser chamado de Filho de Deus. Nada disso é pecado!

- afasta o seguidor do espírito do evangelho. A pergunta de Jesus aos fariseus (“Não lestes o que está escrito?) os expõe a uma enorme vergonha. Eles eram doutores na Lei e, entretanto, desconheciam a misericórdia de Deus em relação a Davi e aos sacerdotes (v.3-5).

- conduz à contradição e ao relativismo. Os fariseus, tão zelosos da guarda do sábado, deveriam estar em suas casas descansando. Entretanto estavam perseguindo Jesus na esperança de pegá-lo em algum deslize (v.2). Estavam trabalhando como fiscais da guarda do sábado e faziam isso num sábado! Além disso, eram capazes de tirar uma ovelha do buraco num sábado (nem tanto por amor a ovelha, e sim por amor ao patrimônio), mas incapazes de se compadecer de um homem doente (v.11). E o pior (v.14): não viam nenhum problema em fazerem uma reuniãozinha de trabalho num sábado, desde que fosse para tramar a morte de um sujeito que eles condenavam por fazer o bem num sábado!

- conduz a uma inversão de conceitos tal que faz com que o religioso chame de maligno aquilo que é de procedência divina (v.24);

 Em todas essas situações, os fariseus deixam claro que desconhecem o que significa misericórdia. Esse apelo de Jesus ao conhecimento do que Deus REALMENTE QUER (misericórdia e não sacrifícios) nos ensina um meio infalível de agradar a Deus. Nunca erraremos ao colocar o próximo e suas necessidades acima dos ditames da religiosidade





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