Cabe ao STF julgar os sentimentos de uma criança que, ao perder a mãe, passou a viver com a irmã recém-nascida e o padrasto, que o considera como um filho e assim o trata; e em quem, segundo avaliações de especialistas, ele também reconhece a figura paterna.
O que será válido para esse STF, sempre com determinações tão contraditórias? Que órgão é esse, que poderes têm aqueles "excelentíssimos meretíssimos doutoríssimos", que jamais se posicionam abertamente em prol deste país tão miseravelmente espoliado pelos governantes, em imensa maioria de moral corrupta e sórdida, para julgar o que seja uma família?
Gerar, é tão fácil...
O que será dessa criança, tão distante de seus referenciais?
Porque habita sob o mesmo teto que a irmã, numa casa onde ainda pode sentir o toque materno e tem o pai que lhe acarinha o coração.
Agora, querem embalá-lo para presente e enviá-lo para longe de seu mundo.
Qual a lógica em tanto desrespeito a Sean Goldman?
Temos leis pífias, juízes pífios... Há tão pouca seriedade neste país, principalmente no que se refere às autoridades, que deveriam possuir integridade e bom senso extraordinários.
Deus não permita que Sean seja projetado num universo paralelo, onde crescerá com a personalidade facetada, com a afetividade dilapidada.
Que lhe seja dada a chance de crescer sadiamente, no mundo que lhe é real.