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Air France : O que aconteceu?
A cobertura jornalística, sobre a queda do voo 447 da Air France que aconteceu no dia 31 de maio deste ano e que ocasionou a morte de 228, nos mares do oceano Atlântico, teve vários olhares e perspectiva. O que os jornalistas queriam era a cada dia, minuto e instante alimentar a noção básica de sua existência, informar e descrever o que realmente acontecia, o factual, o fato, se possível “ao vivo” e em primeira mão. A especulação foi presente, a cada nova transmissão, a tentativa era mostrar que tal emissora sabia mais que outra, ou que os fatos relatados por tal repórter era melhor e mais completo que outro. Não importa, o furo foi à busca que norteou as transmissões. Mesmo que os jornalistas, seja de rádio, tv, on line, impresso quisessem informar mais e mais, a Air France manteve a maioria das informações em sigilo, ou era essa a intenção. Quando começaram a achar os corpos e pertences dos passageiros, em que a responsabilidade de remoção e investigação era do Brasil, abaixaram a guarda. Então foi possível, ter acesso a fotos, relatos, mas os jornalistas não estavam satisfeitos. Eles queriam mais. A partir daí foi possível, ver nas transmissões diárias, os desdobramentos do acidente, é relato de gente que sobreviveu de acidentes de avião há 10 anos atrás, é piloto aposentado falando dos possíveis motivos do acidente, é pessoa que deveria ir naquele voo e que por algum motivo não estava, etc. Tenho que admitir a cobertura jornalística sobre o acidente, foi contundente e objetiva. Já que a Air France não deu tantas explicações à mídia, mesmo por que pouco eles sabiam sobre o caso. Um acidente que acontece de madrugada, sem motivo já que era uma aeronave nova e tida como excelente, para o trajeto do acidente. Ainda pela necessidade de saber informações, para os parentes das vitimas, e pela especulação da mídia algo deveria ser feito. Acredito que a atitude da Air France em resguardar as informações, em prol da estabilidade emocional dos parentes, e para facilitar as investigações fora corretas. Em se tratando de um acidente aéreo que envolvia tantas vidas, as ações para preservar os envolvidos, foram acertadas. Já que se passaram 21 dias, e pouco se ouve falar do acidente. Em outros tempos, estaríamos vendo, e cansados de ver os desdobramentos do assunto. Posso até dar exemplo: Alguém lembra da queda do avião do grupo Mamonas Assassinas em 1996; ou a queda do Fokker 100 da TAM em 1996, em que 99 pessoas morreram. Há outros exemplos de violências ou tragédias, em que várias pessoas estavam envolvidas. E que durante esses acidentes, a mídia se preocupou em especular, em utilizar o sensacionalismo até mesmo para criar e inventar fatos, sem se preocupar com a vida. Alimentar o ego jornalista é fácil, basta ter tragédias ou várias pessoas envolvidas. Não concordo com coberturas jornalísticas apelativas, vulgares e que se baseiem no sensacionalismo, e custo acreditar que os jornalistas que apresentam isso a opinião pública estudaram e conquistaram um diploma, para fazer isso. Difícil acreditar, mas é verdade! |