No último domingo, Honduras foi assolada por um Golpe de Estado, orquestrado pelos militares daquele país. Militares invadiram a residência presidencial e sequestraram o presidente, enviando-o em seguida para a Costa Rica. A ação, que seria uma resposta dos militares a tentativa de realização de consulta popular paralela a eleição que acontecerá daqui a poucos meses, surpreendeu a Comunidade Internacional.
O plebiscito seria para aprovar uma possível reeleição do presidente, o que para muitos soou como uma tentativa de golpe branco, que usaria a vontade popular para garantir a permanência do presidente Zelaya no cargo.
Como as Forças Armadas, o parlamento e o Poder Judiciário não foram favoráveis a realização da mudança na Constituição e o Zelaya, afirmou que realizaria o mesmo com o apoio da polícia e após a destituição do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, os militares deflagaram o golpe.
Rapidamente, começaram a aparecer apoio internacional ao presidente deposto, muitos chefes de Estado pediram sua recondução ao cargo e a realização de eleições em novembro - data em que estava marcada a realização das mesmas e também do tal referendo, que Zelaya apoiava.
Com o desenrolar dos fatos, as Américas viram resurgir o velho fantasma do totalitarismo que assolou os países dos continentes por tantos anos mas que veio ser superado, ainda que países como Haiti e Cuba, ainda vivam sob uma ditadura.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) se colocou favorável a volta do mandatário deposto e com isso, a pressão para que os militares deixem o poder deve aumentar.