O que eu não daria pra passar meus dedos por seus cabelos, tocar seus labios e apertá-lo junto ao meu corpo e sentir um firme aperto quando meus musculos tentam se afastar e me aninhar novamente sem esforço algum pra resistir ao calor e ao aroma que domina tudo o que resta de são (e não são) em meu ser.
A sensação anestésica está passando e o frio volta a dominar meu corpo que anseia por sua droga mais que ao ar, como um abstênio que necessita de uma dose de veneno para sentir a vida...
E o frio traz com ele dores de incertezas que martelam meu crânio de uma forma que as vezes penso que vai rachá-lo. Que traz lembranças e fantasias, envoltos num par de olhos que parecem hipnotizados quando timidamente olho-os de relance por cima do ombro e constato o que minhas costas queimando tentavam me dizer e engrenhados em uma expressão afundada num misto de apreciação e desespero que cada vez mais só colocam outro ponto de interrogação nessa história que tirando meu coração pulsante é tudo incerteza!