Durante o ano passado, durante a campanha eleitoral, Obama era visto como o grande sinal de mudança para a política externa dos EUA, visto durante muito anos como imperialista por vários outros líderes mundiais. Mas após o sucesso do slogan "Sim, vocês podem" e a vitória nas urnas o governo Obama parece ter deixado as promesas apenas no papel.
Logo após sua posse, Obama anunciou que desativaria a prisão de Gantánamo em Cuba, famosa por desrrespeitos aos direitos humanos, mas até agora, não há prazo para a conclusão desta desativação. Além da demora na questão envolvendo esta base militar, que faz também as vezes de prisão, Obama que durante a campanha, tanto criticou as invasões ao Afeganistão e ao Iraque, não só ainda não deu sinais de que retiraria as tropas estadunidenses dos dois países, como enviou mais soldados para o front.
Outra prática comum a outros governos dos EUA e que Obama vem mantendo é a ocupação "pacífica" de territórios de outros países, através de bases militares dos estadunidenses. A última foi recém instalada na Colômbia. O pretexto para esta ação é o combate ao tráfico de drogas e ao terroismo das FARC´s.
Além destas práticas antigas da política externa dos EUA, Obama e seu governo parecem querer fazer agora mais uma afronta a soberania nacional de outros países. O alvo seria o Brasil e o Pré-Sal, que segundo estudos preliminares fará do Brasil um dos maiores produtores deste óleo cada vez mais raro.
A idéia da Casa Branca, seria fazer uma permuta com o Palácio do Planalto, fazendo com que em troca da parceria na exploração do petróleo do Pré-Sal, o Brasil poderia ter acesso aos equipamentos militares desenvolvidos pelos EUA, principalmente com a troca de tecnologia na área militar.
A proposta dos EUA, tem alguns entraves importantes. O primeiro é que o Brasil é uma país essencialmente pacífico e por isso não tem a necessidade de ter armamentos tão pesados. O segundo problema esta no fato de que o petróleo é um bem não renovável que mesmo com a ampliação do discurso ecologicamente correto ainda valerá muito e por um bom tempo.
Isso manterá a idéia de que quanto mais petróleo um país tiver mais recursos ele gerará, por isso o governo brasileiro tem que manter o controle sobre o Pré-Sal e toda a área com produção petrolífera, não permitindo que esses recursos gerem lucros para outros países. Não há vantegens para o Brasil nesta proposta da Casa Branca, pois a tecnologia empregada na exploração da área é brasileira, o que nos faz independentes dos EUA nesta área.