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Linaldo Lima

[ Linaldo Lima ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Busco crescer na vida como cristão, cidadão e como profissional na área de TI

 

Raiva: Um sentimento... Dois Momentos

Por Linaldo Lima

Texto: Efésios 4: 26

Recentemente vivenciei uns momentos constrangedores, tanto para mim quanto para a banda que participo (Banda Kaÿròs – www.soukayros.com), onde, revoltado com os acontecimentos, xinguei, gritei, falei tudo que estava “entalado” na garganta, disparei e-mails “terroristas” para todas as minhas redes de relacionamento, manifestando todo o meu desconforto com a situação. Resumindo, acabei “pagando geral” diante daquelas circunstâncias.

Mas... Depois que passou toda aquela “tempestade” de ira e revolta, fiquei amargamente arrependido por tanta coisa que falei sem pensar, por ter magoado algumas pessoas inocentes, envolvido outras que não tinham nada haver com os fatos e, machucado a muitos.

De vítima total dos acontecimentos, acabei “descobrindo” que tinha várias culpas ‘no cartório’.

Depois que tudo passou é que fui me lembrar desse texto bíblico que foi ensinado pelo apóstolo Paulo aos efésios... Mas, somente depois mesmo!

Com isso, comecei a refletir sobre esse sentimento que nos acomete no dia-a-dia: A Raiva (o dicionário Aurélio – Séc. XXI a define como um desejo de vingança, despertado por um momento de ira).  Percebi, então, que esse desejo proporciona em nós, indivíduos racionais, dois momentos totalmente distintos, que nos levam a sentimentos extremos nas relações interpessoais, sejam estas de qualquer esfera ou classe social. Um momento é o que geralmente acontece “Na hora da raiva”. O outro é o que fazemos “Depois que a raiva passa”.

Na hora da raiva... Ninguém tem mais razão do que nós mesmos; ninguém está mais certo do que nós; queremos esganar, matar, gritar, esfolar. Na hora da raiva... Falamos o que queremos, na hora que queremos; não respeitamos as outras pessoas; causamos intrigas, promovemos diversos “rachas” nas relações com as outras pessoas, quebramos acordos, destruímos amizades e separamos irmãos. Na hora da raiva... Indagamos sobre tudo, nos colocamos numa altura tal que enxergamos as pessoas do tamanho de uma formiga; somos juízes da verdade e os outros, somente eles, são os réus. Na hora da raiva... Há homicídios, assaltos, atropelamentos, violência contra a mulher, maus tratos às crianças, suicídio, divorcio, traições, trapaças, overdoses, preconceitos, discriminações e... Outras coisas mais, que não consigo lembrar agora. Na hora da raiva... Nosso corpo ferve, nosso sangue esquenta, ficamos furiosos, perturbados e não descansamos enquanto não “tiramos a limpo” toda a história. E qual de nós tem a audácia de dizer que nunca sentiu uma dessas coisas? O negócio é tão sério, que os presídios, hospitais, hospícios e cemitérios no Brasil inteiro estão cheios de pessoas que agiram, ou foram atingidos... Na hora da raiva.

Agora... Depois que a raiva passa... Geralmente nos arrependemos de tudo o que fizemos ou pensamos. Depois que a raiva passa... Bate em nós um remorso bem maior do que a raiva que sentíamos do outro. Depois que a raiva passa... É impressionante como mudamos de pensamento, de atitudes, de opinião. Geralmente pronunciamos frases como “Se arrependimento matasse, estaria morto”, “Que besteira eu fiz”, “não era pra eu ter falado aquilo tudo”, “Se eu pensasse mais um pouco...” e muitas outras. Depois que a raiva passa... Muitos se escondem com medo das represálias, outros fogem, outros tentam encobrir os erros cometidos, uns enlouquecem e outros, infelizmente, colocam uma “máscara” e vivem normalmente, como se nada tivesse acontecido. Depois que a raiva passa... Entendemos que não somos os donos da razão (ou da verdade), que temos muitas falhas como qualquer mortal; que somos carentes de misericórdia como outro qualquer; que não temos o direito de desrespeitar, difamar, humilhar, esganar, matar, esfolar, matar, maltratar, trair, trapacear ou desprezar a qualquer humano, igual a nós. Tudo isso só vem à tona... Depois que a raiva passa.

Depois que a raiva passa... Só há dois caminhos a seguir: (1) o da indiferença e (2) o da reconciliação. E o caminho mais difícil de seguir é este último. Poucos querem “dar o braço a torcer”, “baixar a guardar”, se “desarmar” e tentar reparar os erros cometidos.

É nesse momento que conhecemos os princípios de cada um; onde provamos pra nós mesmos se somos maduros, idôneos, sábios, vencedores, inteligente e, acima de tudo, cristão.

É nessa hora que entendemos que o homem vencedor, aquele “cabra-macho-sin-sinhô”, o verdadeiro sábio e inteligente, o indivíduo de personalidade forte, é aquele que tem a hombridade para reconhecer seus erros e buscar a reconciliação com o outro; é aquele que pede perdão; é aquele que corre atrás do tempo perdido e procurar viver em paz com todos.

E sabe por que poucos querem fazer isso? Porque essa atitude exige que nós “desçamos do pedestal” do orgulho, da soberba, do egoísmo, da indiferença e nos colocar numa condição menor do que o nosso próximo, mesmo ele estando errado, para fazer um pedido que muitos acham uma aberração. Simplesmente dizer “Você me perdoa?!”. E só quem faz isso é aquele que conhece o seu Criador, que realmente se encontrou com o Cristo da Cruz, que nasceu de novo!


Para finalizar, confesso que concordo com aquele ditado que diz: “Uma palavra falada não pode voltar atrás”. Mas também acredito que uma palavra de reconciliação recupera o tempo perdido. Um pedido de perdão traz um refrigério incomparável à alma, tanto de quem pede quanto de quem o libera.

Pense nisso!
Que Deus te abençoe.





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