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Sol da Manhã
E as lembranças de meu refugio eram tão latentes que pensava em algo que eu não daria pra estar lá de novo, e passar meus dedos por seus cabelos, tocar seus labios e apertá-lo junto ao meu corpo e sentir um firme aperto quando meus musculos tentam se afastar e me aninhar novamente sem esforço algum pra resistir ao calor e ao aroma que domina tudo o que resta de são (e não são) em meu ser, totalmente em vão, por não havia nada que eu não trocasse por esses momentos. A sensação anestésica estava passando e o frio voltava a dominar meu corpo que ansiava por sua droga mais que ao ar, como um abstênio que necessita de uma dose de veneno para sentir a vida. E o frio traz com ele dores de incertezas que martelam meu crânio de uma forma que as vezes penso que vai rachá-lo. Que traz lembranças e fantasias, envoltos num par de olhos que parecem hipnotizados quando timidamente olho-os de relance por cima do ombro e constato o que minhas costas queimando tentavam me dizer e engrenhados em uma expressão afundada num misto de apreciação e desespero que cada vez mais só colocam outro ponto de interrogação nessa história que tirando meu coração pulsante é tudo incerteza! E de tanto pensar adormeci, no mesmo reino dos sonhos de sempre me via perdida, vagando entre lembranças, vontades e deja vus, que faziam de mais uma noite só um amontoados de horas torturantes que me faziam somentes ficar mais cansada e sentir mais a falta daquele calor que me aquecia de forma única, e levantei-me, antes mesmo do horario costumeiro, e não porque gostava de acordar cedo, ou para poder apreciar o dia, era porque de alguma forma eu sabia que só o calor que ele emana, enquanto o Sol ainda não aqueceu tudo o que a noite esfriara, se aproxima do como gostaria de me manter aquecida, um calor que acolhe mas não queima, e que consegue afugentar todos os frios, reais e irreais que assolavam meu corpo e meus dias. |