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Mauro Moura

[ Mauro Moura ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Produtor Cultural

 

Tem macaco gordo na praça

O que deveria ser feito de coração aberto se torna um fardo, algo insuportável de se levar adiante.

A empáfia carcome os sentidos, os desejos declarado esvaem-se por entre os dedos, tal qual uma fumaça que é lançada ao ar.

Quem foi convidado, foi desconvidado e não compareceu; quem foi imposto também não compareceu!

Promoção não há, somente pela formalidade aceitam o pedido, mesmo porque quem deveria fazê-lo somente faz de conta e sai a propagandear o contrário. Um papo mole sem fim, desfaçatez pura e da pior qualidade.

Alguns fazem de conta que ouvem, ouvem? Qual robô não dão conta do recado, pois não há máquina que supere a sensibilidade humana. Acho eu que só se preocupam mesmo é com o final do mês e o salário no bolso.

Outras dizem que fizeram ou estão a fazer, deve ser só por falar, qual robô também, porque mau feito não serve, não condiz com o interesse geral.

Ao invés de cuidarem, descuidam!

Se não for do interesse próprio não serve, pois sendo a capacidade mental limitada, na maioria das vezes o muito que conseguem é refazer o já feito, mesmo que seja mal feito.

Doutra feita, locupletam do pensamento alheio, espoliam mesmo!

Mesmo que isto leve você a largar a esmo a sua criação, para não se contrariar ainda mais, é triste...

Bem, e o macaco gordo?

Aquele lá também funciona qual robô e, por ser um robô, é desprovido de sensibilidade e respeito com os outros, apesar de autorreclamar respeito a si próprio augusticamente. É como se fosse uma pedra no meio do caminho...

Tem mais é que ficar "quebrando galho!"


-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Coqueiro de Batistinha

Já não vejo onde se via
aquele esbelto coqueiro                                     
de Batistinha.                                                     
                                                                           
Batistinha não nascera,
o coqueiro ali pousava                                       
a esperá-lo.                                                        

Queria ser seu amigo.
Com lentidão de coqueiro
espiava ele crescer.                                            
                                                                           
Amizade que não fala
mas se irradia por tudo
que é silêncio de verdura.
                                                                           
Até que alguém lhe decifra
esse bem-querer de palmas                                
e chama-lhe:
Coqueiro de Batistinha.

Batistinha vai à Europa,
vê Paris de antes da guerra,                              
vê o mundo                                                       
e a luz que o mundo tinha.                                
                    
O coqueiro, mui sisudo,
jamais saiu a passeio.
Tomava conta da loja
de Batistinha.

Vem Batistinha contando
as maravilhas da terra.
Maravilha outra, a escutá-lo,
o coqueiro
era coqueiro-viajante
nos passos de Batistinha.

O dia se repetindo
dez mil dias, Batistinha
tem esse amigo a seu lado.
                                          
Já se finou Batistinha
com tudo que tinha visto
em giros de mocidade.

Sua loja está fechada.
E resta ao coqueiro? Nada.

De manhã cedo, pois cedo
começa o rodar mineiro,

passando por lá não vejo
nem retrato de coqueiro.

A Prefeitura o cortou?
Ou o raio o siderou,
o caterpilar levou?

No perguntar-se geral,
sabe menos cada qual 
do que saberia um coco.

Tão simples,
e ninguém viu:
sem razão de estar ali,
privado de Batistinha,
o seu coqueiro
    sumiu.





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